É bastante complexo como o nosso cérebro é capaz de guardar tantas lembranças, idéias e pensamentos. Essa capacidade de lembrança chega a ser involuntária. Sim! Involutária. Você não escolhe aquilo que gostaria de lembrar, e não esquece aquilo que chega a gerar cólicas mentais em lembrar.
Na memória acabam ficando coisas guardadas que se manifestam mesmo quando você realmente não gostaria. E você leitor com certeza concordará com isso (se é que quem vos escreve possui um leitor). De repente, (como diria o poeta) não mais que de repente, tudo que parecia tão doce se faz amargar pelas más lembranças. E será que realmente é o presente que importa? Ou será que o presente sempre esconde aquilo que o passado, que para si mesmo ainda é presente, insiste, teima em recordar?
A lembrança tantas vezes é a centelha que falta para a combustão no motor de nossas mentes anestesiadas por um presente cômodo e calmante, fazendo-a ferver, ebulir... Gira, por fim, a engrenagem de nossas vidas. Não é nada mais nada menos a vida que um mar de lembranças? A vida gira em torno delas ou da ausência delas.
Pareceu tudo isso Freudiano(?). Certamente.

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