Minhas mãos,
Meu corpo junto ao teu,
Agarre-os! (ainda que por hoje)
Porque não sei por aonde vão teus pés
E nem mesmo os meus
O futuro é o predador do hoje
E está a espreita,
Para devorá-lo violentamente
Guarde ao menos a lembrança do nosso amor na eternidade
Tal qual tesouro, tal qual a única riqueza que eu um dia possuí
Porque sei que partiremos, e tudo estará partido
Porque aquilo que parte não retorna,
Porque aquilo que retorna já não é o que partiu

0 comentários:
Postar um comentário