Coisa que cresce, que me engole, me consome, me mata, me entala, me sufoca e, no fim, me despedaça, mas cada pedaço reflete: tua ausência. Ainda distante, meu pensamento te alcança e imagina o que fazes, com quem estás, por onde andas e se tu pensas em mim. É um alucinógeno que dá vertigens, calafrios, coisas que mudam de cor e lugar, se movendo em telecinese. Aterrorizante. Um verdadeiro bad-trip.
Despareceu, mudou, saiu, converteu... Procurei, me diluí, e restando tão pouco de mim, ainda estou aqui sem ti. Solução com baixa concentração.
Ausência corrosiva, destrutiva. É tóxica. E só a esperança do reencontro é meu antídoto e meu veneno.De tua presença, sou dependente- químico e tão breve espero te encontrar e me matar com esse veneno doce, com esse bálsamo que fere.


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